HORÁRIO DAS MISSAS

Igreja Matriz
Quarta-feira, às 19h30min
Domingo, às 10h
Sábado, às 19h

Comunidade
São Pedro
Domingo, às 18h30min
Quinta-feira, às 20h

Menino Jesus
Terça-feira: 19h30min
Domingo, às 9h

Manifestações do Espírito Santo: Dons Infusos e Efusos

Toda pessoa humana ao ser batizada recebe além da habitação de Deus na sua alma, virtudes, dons infusos ou de santificação e dons efusos ou carismáticos.
Os dons infusos ou de santificação são instrumentos poderosos de Deus para a construção da santidade em nossas vidas.
DOM DO TEMOR DO SENHOR
Este dom consiste em um temor filial da alma que receia, rejeita, tem horror de causar uma ofensa ao Pai infinitamente bom, digno de toda fidelidade, quer dizer, consiste num horror ao pecado, que modera os ímpetos desordenados da nossa concupiscência e, nos impede de desgostar a Deus. A alma afasta, com todas as forças, tudo quanto poderia desagradar a Deus. Portanto, esse dom difere totalmente do temor mundano, que é o medo de desgostar os homens; do temor de pena, que é o medo de um mal terreno; do temor servil, que é o medo do castigo (este, muito embora impeça de pecar, não provém do amor).
DOM DA PIEDADE
Este dom produz em nós um amor filial para com Deus, adorando-O com amor sobrenatural e santo fervor, e um amor verdadeiro para com os irmãos, seja quem for, e para com as coisas divinas.
Este dom faz com que a nossa oração seja um diálogo aberto, sincero, confiante de um filho para seu pai, longe de todo comércio interesseiro que embaraça tantas vidas de oração, cujo primeiro objetivo, ao se dirigirem a Deus, parece ser exclusivamente para mendigar socorros, graças. Conduz a nossa oração, em primeiro lugar, para o silêncio e a adoração, e faz-nos pairar acima de toda consideração interesseira, acima de toda necessidade e benefícios, faz-nos olhar, para o autor das graças. Isto não quer dizer que não façamos orações de súplica, de perdão, de intercessão, mas em nossa oração está em primeiro lugar o louvor e a adoração.
Este dom também nos leva a olhar os outros como irmãos e produz em nós um desejo profundo de servi-los, de nos dar generosamente a eles.
Frutos alcançados por esse dom: confiança ilimitada em Deus e abandono em suas mãos; fraternidade; capacidade de nos santificar alegremente dando-nos a nós mesmos sem limites.
DOM DA FORTALEZA
Este dom imprime na alma um impulso, uma força que lhe permite suportar com paciência e alegria, sem murmuração, por amor a Deus, as maiores dificuldades e tribulações, todas as crucifixões da vida e se necessário empreender ações extraordinárias ou atos sobrenaturais heróicos: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4,13); “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (II Cor 12,9).
Frutos alcançados: uma superação constante de nós mesmos em meio aos desafios, às tentações, às provações e os acontecimentos difíceis; uma paz inalterável, sobrenatutal; a disposição firme para colaborar com o que é necessário para a salvação de nossa alma.
DOM DA PRUDÊNCIA OU ESPÍRITO DE CONSELHO
Este dom nos conduz a viver sob a orientação do Espírito Santo. O que falar? O que fazer? É tempo de calar ou de falar? É tempo de plantar ou arrancar? A resposta certa para essas perguntas nos é dada por este dom. É o dom das luzes que nos orienta acertadamente. Desta forma, é por excelência, o dom de governar, pois é muito importante para aqueles que são constituidos em autoridade, concedendo-lhes um governo prudente e sobrenatural, que se preocupa, antes de tudo, com o bem espiritual das almas e da glória de Deus. No entanto, não deixa de ser necessário a todas as almas para a perfeita orientação da vida de acordo com os planos de Deus. A esses concede uma docilidade vigilante em se submeterem a todos os planos de Deus manifestados por seus representantes legítimos.
Frutos alcançados por esse dom: Conhecer com segurança a vontade de Deus para si e para a vida dos seus irmãos; Conhecer os meios de agradar a Deus ultrapassando o que é obrigatório; deixar-se guiar pela mão de Deus, sem resistência, para o caminho de perfeição que Deus chamou.
DONS DE CIÊNCIA, INTELIGÊNCIA E SABEDORIA
Os dons de Ciência, Inteligência e Sabedoria nos fornecem a chave da vida espiritual, da vida de intimidade com Deus, de união com Deus. O dom de ciência não é um conhecimento intelectual, mas nos fornece o conhecimento das coisas criadas nas suas relações com o Criador. Explicando melhor, o dom de ciência nos faz reconhecer que as coisas criadas são vãs em si mesmas. Descobrimos o “nada” que é a criatura e o “tudo” que é Deus. Experimenta-se o vazio da criatura em relação a Deus. Conseguimos perceber a grandiosidade, a majestade de Deus e isso nos conduz a colocar todas as coisas e pessoas no seu devido lugar e importância, porque Deus é a primazia sobre tudo. Isto nos leva a dar glória ao que verdadeiramente é glória, honra o que verdadeiramente é honra, descanso ao que verdadeiramente é descanso, como nos diz Santa Teresa D’Ávila. O dom de
Os dons efusos do Espírito Santo são dons extraordinários dados pelo Espírito aos batizados, são também conhecidos como dons de serviço pois servem para a evangelização e o pastoreio da Igreja.
1. DOM DE LÍNGUAS:
“Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).
O dom de línguas é um dom de oração. Este dom vem socorrer a nossa dificuldade de orar: nós não sabemos “o que” nem “como” pedir a Deus ou o que dizer a Deus. Ele vem suprir nossa oração fraca e débil, vem nos fazer orar, mas orar segundo a vontade de Deus. O próprio Espírito Santo que habita em nós, ora em nós e por nós. Vem nos capacitar a orar de forma divina.
Ainda que nós não entendamos os gemidos inefáveis com que o Espírito ora, canta, e fala em nós e através de nós, sentimos que o nosso coração e o nosso espírito estão em oração. No entanto, não deixamos de estar conscientes, sabemos perfeitamente o que estamos fazendo, pois oramos com a nossa língua e com a nossa vontade, por isso somos livres para começar e terminar quando queremos.
O dom de línguas é a porta para todos os outros dons carismáticos, porque abre todo o ser do homem para a ação do Espírito Santo e para o crescimento da vida no Espírito.
O dom de línguas é a primeira manifestação sensível e visível da presença do Espírito Santo ( At 2,1-4; 10,6s; 19,6s).
O dom de línguas nos une em torno de Cristo. É dom que promove a unidade entre os cristãos, atraindo-os a Jesus Cristo e à Igreja (At 2,5-6).
Cantar em línguas:
O Espírito Santo de Deus, plenamente rico de graças, concede aos fiéis o dom de “cantar” em línguas. “Cantarei com o Espírito” (I Cor 14,14). Isto significa que o Espírito Santo através do dom de línguas, utiliza-nos para elevarmos um canto ao nosso Deus, levando-nos a expressar-lhe um louvor no Espírito a Deus. O Espírito nos capacita a glorificar o Senhor de maneira profunda, sincera e perfeita. Nesse louvor no Espírito, unimo-nos aos anjos e santos, que não cessam de, no céu, louvar o Senhor.
Dom de falar em línguas:
“Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembléia receba edificação” (I Cor 14,13).
O dom de línguas também se manifesta através de “falar” em línguas, que significa proclamar uma mensagem de Deus a um grupo ou assembléia de oração, através de línguas estranhas.
2. DOM DE INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS:
“…a outros, por fim, a interpretação das línguas” (I Cor 12,10).
Ao proclamarmos uma mensagem de Deus em línguas é necessário suplicarmos o dom de as interpretar, pois toda mensagem de Deus para o seu povo tem o objetivo de edificá-lo. E ao proferirmos palavras ininteligíveis, como se compreenderá o que dizemos? Seremos como quem fala ao vento (cf. I Cor 14,9). O Espírito Santo concede que se compreenda o que está sendo dito em línguas. Esta compreensão se dá com o “coração”, e não através de uma tradução conceitual e gramatical das palavras.
Este carisma pode ser dado tanto à pessoa que está orando ou falando em línguas, quanto a outra pessoa que está participando do grupo de oração. O dom de profetizar em línguas e o de as interpretar são dons que se complementam reciprocamente: “aquele que tem o dom de falar em línguas reze para ter o dom de interpretá-las ( I Cor 14,13).
3. DOM DE PROFECIA OU PALAVRA DE PROFECIA:
Deus se manifesta aos homens também através do dom da profecia. Este dom pode se manifestar através de uma palavra, de um sentimento, em línguas, que requer a interpretação, de um canto, de uma visão (At 10,9-48), com entendimento espiritual de um sonho (Num 12,6).
São Paulo considera o dom da profecia superior a todos os outros dons, pois reconhece que através deste dom, Deus fala claramente e de forma simples, mas direta, com o homem (I Cor 14,5).
O dom da profecia é para todos os homens de boa vontade e de fé que querem recebê-lo (I Cor 14,30). Também é importante que haja confirmação da profecia através de moções dadas a outros.
A palavra de profecia deve passar pelo “crivo” do discernimento dos espíritos. É importante que as examinemos se são divinas, humanas ou diabólicas ( I Tes 5,21; Mt 7,15).
Geralmente as profecias são ditas na primeira ou segunda pessoa, pois o Senhor é um deus pessoal e nos falará diretamente: “Não temas, tu és o meu povo”, “Eu sou o teu Deus”. O centro de todas profecias é Jesus Cristo e o seu evangelho, portanto as palavras proféticas têm que estar de acordo com a palavra de Deus, com a palavra da Igreja e dirigida à glória de Deus e a salvação dos homens (Dt 13,2-4).
4. DOM DE CIÊNCIA OU PALAVRA DE CIÊNCIA:
A palavra de ciência é o dom através do qual o Senhor faz com que o homem entenda as coisas da maneira que ele entende; faz com que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, situação, estado de espírito. Portanto, através deste dom o Senhor dá um diagnóstico de um fato, uma situação, um estado de espírito… e do que Ele quiser revelar.
A palavra de ciência se manifesta através de um sentimento, de uma palavra, de uma frase (Jo 4,50), de uma visão, de um sonho (Mt 1,18-25).
O dom da palavra de ciência revela uma ação que Deus já está fazendo ( a cura, por ex.), uma obra que Deus acaba de fazer ou uma obra que Deus quer fazer, mas que precisa da colaboração da pessoa ou uma situação ou através do poder e da misericórdia de Deus que cura o corpo e o coração.
Um exemplo muito claro do dom de ciência na Bíblia, foi a revelação que Jesus recebeu do Pai ao dialogar com a samaritana, de que ela tinha tido cinco maridos. Por este dom a samaritana experimentou a misericórdia de Deus que a levou ao arrependimento e a conversão, reconhecendo Jesus como o Messias, além de se tornar uma anunciadora de Jesus em Samaria.
5. DOM DA SABEDORIA OU PALAVRA DE SABEDORIA:
“A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria” ( I Cor 12,8).
A palavra de sabedoria inspira o homem a saber como deve ser seu comportamento em cada situação, em cada vez que tem que resolver um fato ou um problema, a falar inteligentemente em situações concretas da sua vida ou de sua comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus, no dia a dia, no matrimônio, no trabalho, na educação dos filhos, nos relacionamentos com os irmãos e na sua vida cristã. É uma orientação de Deus sobre como se viver cristãmente (Lc 18, 18-30).
A palavra de sabedoria conduz o procedimento humano em cada situação:
– Como agir (I Rs 3,16-28);
– Como falar ( Mt 22,21);
– Como fonte de discernimento espiritual;
– Prepara o nosso coração para receber o ensinamento divino ( Lc 12,13-21);
– Como fonte de ensinamento segundo a sabedoria de Deus (Mt 6,1-21);
– Nos faz testemunhar com sabedoria (Paulo diante do rei Agripa – At 26,28);
Este dom deve ser amplamente exercitado pelo cristão na oração pessoal e comunitária para que ele tenha encontros transformadores em sua vida. A manifestação desse dom pode acontecer através de palavras da própria Escritura, por uma palavra, por uma visão, por um sentimento, por um sonho.
6. DOM CARISMÁTICO DA FÉ:
“a outros é dado pelo Espírito, a fé” ( I Cor 12,9).
O carisma da fé é uma graça especial que nos dá a certeza de que Deus agirá, de que o poder de
Deus irá intervir em alguma situação da vida do homem confirmando nossa ação e oração com o sinal que lhe pedimos. É uma graça à qual devemos nos abrir e pedir a Deus. Pela fé carismática cremos que Deus opera hoje maravilhas em favor do seu povo. A fé move a manifestação do poder de Deus.
7. DOM DOS MILAGRES:
“a um é dado pelo Espírito o dom de milagres” (I Cor 12,10).
O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso normal da natureza. O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no decurso “ordinário” ou “normal” dos acontecimentos: curas instantâneas de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, fenômenos extraordinários da natureza ( cf. At 3,4-11; 4,30-31).
O mundo atual necessita do exercício do dom de milagres, pois Deus deseja e continua a realizar suas obras extraordinárias no meio do seu povo, hoje.
Devemos fazer distinção entre milagre e cura. O primeiro, quando se manifesta através de uma cura que nenhuma ciência médica poderia conseguir, e que Deus realiza. No segundo caso, a cura pode acontecer através de um medicamento, de uma cirurgia, etc.
8. DOM DAS CURAS:
“a outro, a graça de curar as doenças no mesmo Espírito” (I Cor 12,9b).
O dom das curas pode se manifestar de três formas. Tomando-se por base as três dimensões do homem: corpo, alma e espírito ( cf. I Tes 5,23), compreendemos que este mesmo homem pode ser atingido por enfermidades em suas três dimensões. Existem os males físicos, os da alma ou interiores e espirituais. Se somos atingidos em qualquer área interior, necessitamos de uma cura interior. Se somos atingidos em nosso espírito, contaminando-nos com falsas doutrinas e apartando-nos sã doutrina da salvação, precisamos de uma cura espiritual ou libertação. Se somos atingidos no corpo com alguma enfermidade, necessitamos de uma cura física.
9. DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS:
“A outro é dado pelo Espírito o discernimento dos espíritos” ( I Cor 12,10).
Este dom nos permite discernir, examinar, perceber e identificar em nós mesmos, nas outras pessoas, nas comunidades, nos ambientes e nos objetos o que é de Deus ou o que é da natureza humana, ou ainda, o que é do maligno.
Este dom, como todos os outros, é muito importante para a vida cristã, pois nos levará a distinguir a voz de Deus das outras vozes, que tentam nos confundir. É muito importante que cada cristão se abra inteiramente a este dom para não se deixar arrastar pelas suas paixões e pelas tentações do inimigo e, assim, livremente fazer a vontade de Deus. Talvez, momentaneamente, uma atitude ou palavra, como também um sentimento, ou ainda um pensamento, traga ao cristão realização, alegria, mas se não for da parte de Deus, logo perceberá quão vazia ficou sua alma, pois só a vontade de Deus pode levar o homem à verdadeira alegria e realização.
Por isso é muito salutar o exercício cotidiano desse dom para que cresça em si um discernimento apurado com relação a todas as coisas. Algo pode aparentemente parecer bom, mas só Deus sabe o que é verdadeiramente bom.
O discernimento dos espíritos protege o exercício dos dons carismáticos. Por ele o cristão reconhece se os dons que estão sendo exercidos são impulsionados pelo Espírito de Deus ou se é uma ação humana ou diabólica.
São João nos adverte quanto à necessidade de examinarmos se os espíritos são de Deus e nos ensina como conhecê-lo: “todo espírito que proclama Jesus Cristo que se encarnou é de Deus e que os espíritos do mundo falam segundo o mundo, e quem conhece a Deus, ouve a Deus” (I Jo 4,1-6). Portanto, este dom nos dá a graça de distinguir o espírito da verdade e o espírito do erro.

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Toda pessoa humana ao ser batizada recebe além da habitação de Deus na sua alma, virtudes, dons infusos ou de santificação e dons efusos ou carismáticos.

 

Os dons infusos ou de santificação são instrumentos poderosos de Deus para a construção da santidade em nossas vidas.

DOM DO TEMOR DO SENHOR

Este dom consiste em um temor filial da alma que receia, rejeita, tem horror de causar uma ofensa ao Pai infinitamente bom, digno de toda fidelidade, quer dizer, consiste num horror ao pecado, que modera os ímpetos desordenados da nossa concupiscência e, nos impede de desgostar a Deus. A alma afasta, com todas as forças, tudo quanto poderia desagradar a Deus. Portanto, esse dom difere totalmente do temor mundano, que é o medo de desgostar os homens; do temor de pena, que é o medo de um mal terreno; do temor servil, que é o medo do castigo (este, muito embora impeça de pecar, não provém do amor).

 

DOM DA PIEDADE
Este dom produz em nós um amor filial para com Deus, adorando-O com amor sobrenatural e santo fervor, e um amor verdadeiro para com os irmãos, seja quem for, e para com as coisas divinas.

Este dom faz com que a nossa oração seja um diálogo aberto, sincero, confiante de um filho para seu pai, longe de todo comércio interesseiro que embaraça tantas vidas de oração, cujo primeiro objetivo, ao se dirigirem a Deus, parece ser exclusivamente para mendigar socorros, graças. Conduz a nossa oração, em primeiro lugar, para o silêncio e a adoração, e faz-nos pairar acima de toda consideração interesseira, acima de toda necessidade e benefícios, faz-nos olhar, para o autor das graças. Isto não quer dizer que não façamos orações de súplica, de perdão, de intercessão, mas em nossa oração está em primeiro lugar o louvor e a adoração.Este dom também nos leva a olhar os outros como irmãos e produz em nós um desejo profundo de servi-los, de nos dar generosamente a eles.Frutos alcançados por esse dom: confiança ilimitada em Deus e abandono em suas mãos; fraternidade; capacidade de nos santificar alegremente dando-nos a nós mesmos sem limites.

 

DOM DA FORTALEZA

Este dom imprime na alma um impulso, uma força que lhe permite suportar com paciência e alegria, sem murmuração, por amor a Deus, as maiores dificuldades e tribulações, todas as crucifixões da vida e se necessário empreender ações extraordinárias ou atos sobrenaturais heróicos: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4,13); “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (II Cor 12,9).Frutos alcançados: uma superação constante de nós mesmos em meio aos desafios, às tentações, às provações e os acontecimentos difíceis; uma paz inalterável, sobrenatutal; a disposição firme para colaborar com o que é necessário para a salvação de nossa alma.

 

DOM DA PRUDÊNCIA OU ESPÍRITO DE CONSELHO
Este dom nos conduz a viver sob a orientação do Espírito Santo. O que falar? O que fazer? É tempo de calar ou de falar? É tempo de plantar ou arrancar? A resposta certa para essas perguntas nos é dada por este dom. É o dom das luzes que nos orienta acertadamente. Desta forma, é por excelência, o dom de governar, pois é muito importante para aqueles que são constituidos em autoridade, concedendo-lhes um governo prudente e sobrenatural, que se preocupa, antes de tudo, com o bem espiritual das almas e da glória de Deus. No entanto, não deixa de ser necessário a todas as almas para a perfeita orientação da vida de acordo com os planos de Deus. A esses concede uma docilidade vigilante em se submeterem a todos os planos de Deus manifestados por seus representantes legítimos.

Frutos alcançados por esse dom: Conhecer com segurança a vontade de Deus para si e para a vida dos seus irmãos; Conhecer os meios de agradar a Deus ultrapassando o que é obrigatório; deixar-se guiar pela mão de Deus, sem resistência, para o caminho de perfeição que Deus chamou.

 

DONS DE CIÊNCIA, INTELIGÊNCIA E SABEDORIA

Os dons de Ciência, Inteligência e Sabedoria nos fornecem a chave da vida espiritual, da vida de intimidade com Deus, de união com Deus. O dom de ciência não é um conhecimento intelectual, mas nos fornece o conhecimento das coisas criadas nas suas relações com o Criador. Explicando melhor, o dom de ciência nos faz reconhecer que as coisas criadas são vãs em si mesmas. Descobrimos o “nada” que é a criatura e o “tudo” que é Deus. Experimenta-se o vazio da criatura em relação a Deus. Conseguimos perceber a grandiosidade, a majestade de Deus e isso nos conduz a colocar todas as coisas e pessoas no seu devido lugar e importância, porque Deus é a primazia sobre tudo. Isto nos leva a dar glória ao que verdadeiramente é glória, honra o que verdadeiramente é honra, descanso ao que verdadeiramente é descanso, como nos diz Santa Teresa D’Ávila. 

Os dons efusos do Espírito Santo são dons extraordinários dados pelo Espírito aos batizados, são também conhecidos como dons de serviço pois servem para a evangelização e o pastoreio da Igreja.

 

1. DOM DE LÍNGUAS:

 

 “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).O dom de línguas é um dom de oração. Este dom vem socorrer a nossa dificuldade de orar: nós não sabemos “o que” nem “como” pedir a Deus ou o que dizer a Deus. Ele vem suprir nossa oração fraca e débil, vem nos fazer orar, mas orar segundo a vontade de Deus. O próprio Espírito Santo que habita em nós, ora em nós e por nós. Vem nos capacitar a orar de forma divina.
Ainda que nós não entendamos os gemidos inefáveis com que o Espírito ora, canta, e fala em nós e através de nós, sentimos que o nosso coração e o nosso espírito estão em oração. No entanto, não deixamos de estar conscientes, sabemos perfeitamente o que estamos fazendo, pois oramos com a nossa língua e com a nossa vontade, por isso somos livres para começar e terminar quando queremos.O dom de línguas é a porta para todos os outros dons carismáticos, porque abre todo o ser do homem para a ação do Espírito Santo e para o crescimento da vida no Espírito.O dom de línguas é a primeira manifestação sensível e visível da presença do Espírito Santo ( At 2,1-4; 10,6s; 19,6s).
O dom de línguas nos une em torno de Cristo. É dom que promove a unidade entre os cristãos, atraindo-os a Jesus Cristo e à Igreja (At 2,5-6).
Cantar em línguas:O Espírito Santo de Deus, plenamente rico de graças, concede aos fiéis o dom de “cantar” em línguas. “Cantarei com o Espírito” (I Cor 14,14). Isto significa que o Espírito Santo através do dom de línguas, utiliza-nos para elevarmos um canto ao nosso Deus, levando-nos a expressar-lhe um louvor no Espírito a Deus. O Espírito nos capacita a glorificar o Senhor de maneira profunda, sincera e perfeita. Nesse louvor no Espírito, unimo-nos aos anjos e santos, que não cessam de, no céu, louvar o Senhor.
Dom de falar em línguas:“Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembléia receba edificação” (I Cor 14,13).O dom de línguas também se manifesta através de “falar” em línguas, que significa proclamar uma mensagem de Deus a um grupo ou assembléia de oração, através de línguas estranhas.

 


2. DOM DE INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS:

“…a outros, por fim, a interpretação das línguas” (I Cor 12,10).Ao proclamarmos uma mensagem de Deus em línguas é necessário suplicarmos o dom de as interpretar, pois toda mensagem de Deus para o seu povo tem o objetivo de edificá-lo. E ao proferirmos palavras ininteligíveis, como se compreenderá o que dizemos? Seremos como quem fala ao vento (cf. I Cor 14,9). O Espírito Santo concede que se compreenda o que está sendo dito em línguas. Esta compreensão se dá com o “coração”, e não através de uma tradução conceitual e gramatical das palavras.
Este carisma pode ser dado tanto à pessoa que está orando ou falando em línguas, quanto a outra pessoa que está participando do grupo de oração. O dom de profetizar em línguas e o de as interpretar são dons que se complementam reciprocamente: “aquele que tem o dom de falar em línguas reze para ter o dom de interpretá-las ( I Cor 14,13).


3. DOM DE PROFECIA OU PALAVRA DE PROFECIA:

 

Deus se manifesta aos homens também através do dom da profecia. Este dom pode se manifestar através de uma palavra, de um sentimento, em línguas, que requer a interpretação, de um canto, de uma visão (At 10,9-48), com entendimento espiritual de um sonho (Num 12,6).
São Paulo considera o dom da profecia superior a todos os outros dons, pois reconhece que através deste dom, Deus fala claramente e de forma simples, mas direta, com o homem (I Cor 14,5).
O dom da profecia é para todos os homens de boa vontade e de fé que querem recebê-lo (I Cor 14,30). Também é importante que haja confirmação da profecia através de moções dadas a outros.
A palavra de profecia deve passar pelo “crivo” do discernimento dos espíritos. É importante que as examinemos se são divinas, humanas ou diabólicas ( I Tes 5,21; Mt 7,15).
Geralmente as profecias são ditas na primeira ou segunda pessoa, pois o Senhor é um deus pessoal e nos falará diretamente: “Não temas, tu és o meu povo”, “Eu sou o teu Deus”. O centro de todas profecias é Jesus Cristo e o seu evangelho, portanto as palavras proféticas têm que estar de acordo com a palavra de Deus, com a palavra da Igreja e dirigida à glória de Deus e a salvação dos homens (Dt 13,2-4).

 

 

4. DOM DE CIÊNCIA OU PALAVRA DE CIÊNCIA:

 

 

A palavra de ciência é o dom através do qual o Senhor faz com que o homem entenda as coisas da maneira que ele entende; faz com que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, situação, estado de espírito. Portanto, através deste dom o Senhor dá um diagnóstico de um fato, uma situação, um estado de espírito… e do que Ele quiser revelar.
A palavra de ciência se manifesta através de um sentimento, de uma palavra, de uma frase (Jo 4,50), de uma visão, de um sonho (Mt 1,18-25).
O dom da palavra de ciência revela uma ação que Deus já está fazendo ( a cura, por ex.), uma obra que Deus acaba de fazer ou uma obra que Deus quer fazer, mas que precisa da colaboração da pessoa ou uma situação ou através do poder e da misericórdia de Deus que cura o corpo e o coração.
Um exemplo muito claro do dom de ciência na Bíblia, foi a revelação que Jesus recebeu do Pai ao dialogar com a samaritana, de que ela tinha tido cinco maridos. Por este dom a samaritana experimentou a misericórdia de Deus que a levou ao arrependimento e a conversão, reconhecendo Jesus como o Messias, além de se tornar uma anunciadora de Jesus em Samaria.

 

 

5. DOM DA SABEDORIA OU PALAVRA DE SABEDORIA:

 

“A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria” ( I Cor 12,8).A palavra de sabedoria inspira o homem a saber como deve ser seu comportamento em cada situação, em cada vez que tem que resolver um fato ou um problema, a falar inteligentemente em situações concretas da sua vida ou de sua comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus, no dia a dia, no matrimônio, no trabalho, na educação dos filhos, nos relacionamentos com os irmãos e na sua vida cristã. É uma orientação de Deus sobre como se viver cristãmente (Lc 18, 18-30).


A palavra de sabedoria conduz o procedimento humano em cada situação:

– Como agir (I Rs 3,16-28);– Como falar ( Mt 22,21);

– Como fonte de discernimento espiritual;

– Prepara o nosso coração para receber o ensinamento divino ( Lc 12,13-21);

– Como fonte de ensinamento segundo a sabedoria de Deus (Mt 6,1-21);

– Nos faz testemunhar com sabedoria (Paulo diante do rei Agripa – At 26,28);

 

Este dom deve ser amplamente exercitado pelo cristão na oração pessoal e comunitária para que ele tenha encontros transformadores em sua vida. A manifestação desse dom pode acontecer através de palavras da própria Escritura, por uma palavra, por uma visão, por um sentimento, por um sonho.

 

 

6. DOM CARISMÁTICO DA FÉ:                                                                                                                “A outros é dado pelo Espírito, a fé” ( I Cor 12,9).O carisma da fé é uma graça especial que nos dá a certeza de que Deus agirá, de que o poder de

Deus irá intervir em alguma situação da vida do homem confirmando nossa ação e oração com o sinal que lhe pedimos. É uma graça à qual devemos nos abrir e pedir a Deus. Pela fé carismática cremos que Deus opera hoje maravilhas em favor do seu povo. A fé move a manifestação do poder de Deus.

 

7. DOM DOS MILAGRES:                                                                                                                          “A um é dado pelo Espírito o dom de milagres” (I Cor 12,10).O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso normal da natureza. O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no decurso “ordinário” ou “normal” dos acontecimentos: curas instantâneas de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, fenômenos extraordinários da natureza ( cf. At 3,4-11; 4,30-31).

O mundo atual necessita do exercício do dom de milagres, pois Deus deseja e continua a realizar suas obras extraordinárias no meio do seu povo, hoje.Devemos fazer distinção entre milagre e cura. O primeiro, quando se manifesta através de uma cura que nenhuma ciência médica poderia conseguir, e que Deus realiza. No segundo caso, a cura pode acontecer através de um medicamento, de uma cirurgia, etc.

 

8. DOM DAS CURAS:                                                                                                                                  “A outro, a graça de curar as doenças no mesmo Espírito” (I Cor 12,9b).O dom das curas pode se manifestar de três formas. Tomando-se por base as três dimensões do homem: corpo, alma e espírito ( cf. I Tes 5,23), compreendemos que este mesmo homem pode ser atingido por enfermidades em suas três dimensões. Existem os males físicos, os da alma ou interiores e espirituais. Se somos atingidos em qualquer área interior, necessitamos de uma cura interior. Se somos atingidos em nosso espírito, contaminando-nos com falsas doutrinas e apartando-nos sã doutrina da salvação, precisamos de uma cura espiritual ou libertação. Se somos atingidos no corpo com alguma enfermidade, necessitamos de uma cura física.

 

9. DOM DO DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS:                                                                               “A outro é dado pelo Espírito o discernimento dos espíritos” ( I Cor 12,10).Este dom nos permite discernir, examinar, perceber e identificar em nós mesmos, nas outras pessoas, nas comunidades, nos ambientes e nos objetos o que é de Deus ou o que é da natureza humana, ou ainda, o que é do maligno.

 

Este dom, como todos os outros, é muito importante para a vida cristã, pois nos levará a distinguir a voz de Deus das outras vozes, que tentam nos confundir. É muito importante que cada cristão se abra inteiramente a este dom para não se deixar arrastar pelas suas paixões e pelas tentações do inimigo e, assim, livremente fazer a vontade de Deus. Talvez, momentaneamente, uma atitude ou palavra, como também um sentimento, ou ainda um pensamento, traga ao cristão realização, alegria, mas se não for da parte de Deus, logo perceberá quão vazia ficou sua alma, pois só a vontade de Deus pode levar o homem à verdadeira alegria e realização.

 

Por isso é muito salutar o exercício cotidiano desse dom para que cresça em si um discernimento apurado com relação a todas as coisas. Algo pode aparentemente parecer bom, mas só Deus sabe o que é verdadeiramente bom.

 

 

O discernimento dos espíritos protege o exercício dos dons carismáticos. Por ele o cristão reconhece se os dons que estão sendo exercidos são impulsionados pelo Espírito de Deus ou se é uma ação humana ou diabólica.

 

São João nos adverte quanto à necessidade de examinarmos se os espíritos são de Deus e nos ensina como conhecê-lo: “todo espírito que proclama Jesus Cristo que se encarnou é de Deus e que os espíritos do mundo falam segundo o mundo, e quem conhece a Deus, ouve a Deus” (I Jo 4,1-6). Portanto, este dom nos dá a graça de distinguir o espírito da verdade e o espírito do erro.

Fonte: Comunidade Shalom


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