HORÁRIO DAS MISSAS

Igreja Matriz
Quarta-feira, às 19h30min
Domingo, às 10h
Sábado, às 19h

Comunidade
São Pedro
Domingo, às 18h30min
Quinta-feira, às 20h

Menino Jesus
Terça-feira: 19h30min
Domingo, às 9h

Os efeitos do pecado em nossa alma.

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Irmãos e irmãs, que a paz de Jesus e o amor de Maria estejam convosco!

No início dos tempos, Deus criou o Homem a sua imagem a semelhança, ou seja: Criou-nos puros, com a capacidade de amar (Pois Deus é amor) e também com o dom do livre arbítrio, pois não devíamos apenas obedecer a Deus, mas sim, ama-Lo como uma criança ama e confia totalmente em seu pai. Estávamos em comunhão com Ele, vivíamos unidos a Deus, porém, este mesmo livre arbítrio, dom de Deus, por nós foi usado para que o mal entrasse no mundo: o pecado.

Desde então, Deus como um pai misericordioso, fez com seu povo várias alianças de amor para nos resgatar destas trevas, até que enviou seu Filho amado para nos libertar, definitivamente, de todo mal. Em Cristo Jesus já não somos mais escravos do pecado. Nosso Senhor quebrou as correntes do mal para nos acorrentar e nos trazer de volta ao seu amor. «Pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1, 21).

Porém, como ovelhas que facilmente se perdem, e tentados pelo Inimigo, vivemos ainda, muitas vezes, presos a nossos vícios, manias, erros e orgulho. O pecado não deve ser visto como uma simples desobediência às leis de Deus, mas sim como aquilo que nos afasta desse amor, nos afasta do Pai.

“O pecado é uma ofensa a Deus: «Pequei contra Vós, só contra Vós, e fiz o mal diante dos vossos olhos» (Sl 51, 6). O pecado é contrário ao amor que Deus nos tem e afasta d'Ele os nossos corações. É, como o primeiro pecado, uma desobediência, uma revolta contra Deus, pela vontade de os homens se tornarem «como deuses», conhecendo e determinando o que é bem e o que é mal (Gn 3, 5). Assim, o pecado é «o amor de si próprio levado até ao desprezo de Deus» (90). Por esta exaltação orgulhosa de si mesmo, o pecado é diametralmente oposto à obediência de Jesus, que realizou a salvação (91).” Catecismo da Igreja Católica (CIC) nº 1850.

Visto isso, conheçamos os níveis de gravidade do pecado em nossa alma:

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  1. 1) Estado de graça:
    Quando não estamos em pecado mortal, em dia com os sacramentos de Cristo, nossa fé e a prática dela (Oração, participação na Santa Missa, prática das virtudes do Santo Evangelho em nossa vida, cumprimento das leis de Deus, etc...), estamos em Estado de graça. Ainda somos pecadores e indignos diante do Senhor, mas encontramos graça e refúgio no nosso Salvador, e em seu caminho seguimos firmemente durante os dias de nossa vida, auxiliados pelo seu amor.

 

  1. 2) Pecado Venial:
    “O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus. «Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, portanto, da bem-aventurança eterna» (98).” (CIC. Nº 1863).

    Podemos imaginar nossa relação com Deus como um braseiro ardente. Os pecados veniais são como se nós borrifássemos água aos poucos nesse braseiro. Não o apaga, mas o enfraquece, e com muita frequência pode, sim, apagar o fogo, assim nos conduzindo as práticas de pecado mortal. Nossos pecados veniais podem ser perdoados na Santa Missa, no Ato Penitencial, após o Padre nos dar absolvição, e a prática da oração, das virtudes de Cristo, sobretudo a Santa Eucaristia são o que nos fortalece para que o evitemos.

 

  1. 3) Pecado Mortal:
    O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, torna necessária uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração. É obtido o perdão somente através do sacramento da confissão.

    Para que um pecado seja mortal, requerem-se, em simultâneo, três condições: «É pecado mortal o que tem por objeto uma matéria grave, e é cometido com plena consciência e liberdade»

 a) MATÉRIA GRAVE: Ser contra os mandamentos, segundo a resposta que Jesus deu ao jovem rico: «Não mates, não cometas adultério, não furtes, não levantes falsos testemunhos, não cometas fraudes, honra pai e mãe» (Mc 10, 18).

 b) CONSCIÊNCIA:  A pessoa precisa saber que aquilo é contra as leis de Deus.

Há dois tipos de ignorância:

* Ignorância invencível, quando a pessoa não tem como saber que aquilo é errado. Um camponês que falte à missa domingo, mas nunca soube que aquilo é pecado. Nesse caso não houve consciência.

* Ignorância afetada, quando a pessoa tem condições de procurar saber se aquilo é errado, mas não faz por desleixo. Nesse caso é como se houvesse consciência, pois se deixou de conhecer por culpa própria.

 c) LIBERDADE: A pessoa que, mesmo sabendo que o pecado é contra os mandamentos, tem total liberdade de praticá-lo.

Quando estamos em estado de pecado mortal, NÃO DEVEMOS COMUNGAR!

Como nos diz a Santa Escritura:

“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.” (I Cor 11, 27-30)

E o código de direito canônico:
Cânon 916 – Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.”

 

Que a partir de agora possamos nos empenhar em estar constantemente em comunhão com o Senhor, e quando cairmos, nos levantemos confiantes no amor de Deus, aquele que é o bom pastor e da à vida pelas suas ovelhas (Jo 10, 15).Um Deus imenso, que se abaixa até nós para nos alcançar, tamanho é sua divina misericórdia. Em qualquer igreja, sempre estará Cristo lhe esperando através de um sacerdote, pelo sacramento da confissão. Coragem filhos de Deus, não tenham medo. Se o filho perdido não tivesse coragem de retonar à casa de seu pai, até hoje ele estaria comendo a lavagem dos porcos. (Lc 15, 11-32)

Que o Espírito Santo nos conduza a uma vida reta nos mandamentos de Deus. Seja nossa fortaleza nos momentos de fragilidade, nosso conforto nos momentos de cruz, e a Santíssima Virgem Maria nos proteja e nos guarde das ciladas do inimigo, Amém!

Fontes: Catecismo da Igreja Católica (CIC)

 

Luan Rafael - Pascom | Pastoral da Comunicação | Paróquia Nossa Senhora da Saúde.

 


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